Eu, mercadoria digital

Aula 5:

“Modernidade líquida”

Texto 4: BAUMAN, Zygmunt. “Ser leve e líquido”. In: Modernidade líquida…, p; 7-22.

História: Hipócrates e a arte médica.

Filme: Tempos modernos (trecho).

Trabalho de equipe: Primeira apresentação do blog (5 minutos por equipe).

 

Em meu perfil virtual estão alguns dados

Que eu selecionei para mim

Com o cálculo e a estratégia de um grande lançamento.

No meu ângulo mais fotogênico,

Transfiguro-me em Big Mac envernizado

E meus detalhes íntimos se convertem nos ingredientes

Que podem ou não fazer mal à sua saúde.

Esta minha vitrine traz o valor agregado

De todas as mensagens e links que compartilhei.

Tenho urgência em distribuir, na liquidez vigente,

Opiniões políticas, preocupações sociais,

Imbuído do fetichismo que ás vezes eu mesmo critico.

Taí: sou um grande Big Brother individualizado

E conto com o seu voto, sua aceitação.

Espalho o que eu penso, sinto, faço,

Sou crônica irrefletida para consumo imediato.

Minha vida é um blog aberto

Escancarado, sem delimitações.

Mi casa es su casa (via webcam)

E o (não) privado é o segredo do sucesso.

Afinal, sou meu próprio branding

Condizente com a fluidez

Que Bauman diagnosticou.

Meu reino por um add!

Não deixe de curtir este simulacro

A identidade que modelei com tanto esmero.

Com ídolos, gostos, causas,

Tendências deste segundo que já passou.

Mas…

Como proceder a cada instante?

Um viral, um app, uma polêmica

em cima de algum tabu?

Tudo é substituível, obsoleto, fugaz

Nada estimula, e de repente,

Torno-me uma marca em desuso

Como tantas outras por aí.

Refém da falta de referências

Viro gota num universo liquefeito.

É preciso recomeçar um processo:

Constante e infindável repaginação.

Este looping é minha via-crucis.

Portanto, anuncio desde já:

Lá vem o novo lançamento!

Minha versão 2.0, em breve!

Não percam!

Garanto que antes do novo iPhone.

 

Baseado nos textos “O Segredo mais Bem Guardado da Sociedade de Consumidores”, de Zygmunt Bauman, presente no livro Vida Para Consumo; e “Eu, Etiqueta”, poema de Carlos Drummond de Andrade, ambos apresentados pelo Prof. Dr. Dimas Kunsch no curso de Mídia e Poder.

Anúncios

Deixe um comentário

Velhas e novas mídias: “revolução” no mundo da comunicação

Por Stefânia Akel

Aula 4:

Velhas e novas mídias: “revolução” no mundo da comunicação
Texto 3: COSTA, Caio Túlio de. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero 18, p. 19-30.
Filme: Microcosmos (trecho).
Poema: A verdade (Carlos Drummond de Andrade).
Trabalho de equipe: Discussão sobre a abertura do blog.


Por que a nova mídia é revolucionária

Como assim, nova mídia? Existe uma velha mídia? Talvez não “velha”, mas temos as mídias tradicionais, e temos o poder da internet. É urgente que a “velha mídia” se adeque à “nova mídia”, afinal, uma revolução acontece no campo midiático com a chegada das novas tecnologias de informação e comunicação.

A nova mídia não pode simplesmente receber os conteúdos da velha mídia. Afinal, quando o internauta acessa um site de notícias, ele não espera ver a réplica do que está escrito no jornal à venda na banca, ou aquela reportagem que apareceu na TV.

No texto discutido na aula, o autor Caio Túlio Costa critica a utilização da internet pelas mídia tradicionais, pois ela é usada para continuar um caminho que é unilateral, ou seja, o velho e ultrapassado modelo: emissor -> receptor. O velho receptor agora pode assumir o posto de produtor de conteúdo, de emissor. A internet pede interação, e ganha quem souber usá-la com esse objetivo.

O desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação exige que se compartilhe o poder da comunicação com o consumidor. O internauta é capaz de produzir conteúdo, e não deve somente recebê-lo. A velha mídia não é mais o centro, pois agora o público, com as novas mídias, ganhou ferramentas capazes de tirá-lo da passividade.

Quem matou os jornais?

Ninguém matou os jornais – ainda. Mas fica a pergunta: será o fim dos velhos monopólios midiáticos? O jornalismo impresso não está condenado a morrer, mas também não vai crescer se não dominar a nova mídia. O desafio é encarar as profundas e constantes mudanças do meio comunicacional, que exigem  iniciativas rápidas e modernas.

Habermas e a nova esfera pública

Um dos maiores filósofos vivos, em um texto de 2006, atenta para a possibilidade de uma mudança estrutural da esfera pública, um conceito criado por ele próprio. Para ele, a esfera pública se tornou mais includente, pois se troca mais informação atualmente do que em qualquer outra época da humanidade.

A verdade

A arte de tentar compreender as coisas nos levou ao poema “A Verdade”, de Carlos Drummond de Andrade, que nos mostra o quanto a verdade é difícil e complexa. Assim, não existe a verdade total, de um lado só. Ela dialoga com outros sentidos, outras verdades.

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.


Deixe um comentário

Modernidade, pós-modernidade: que tempo é o nosso tempo?

Por Magno Viana

Aula 3

Modernidade, pós-modernidade: que tempo é o nosso tempo?

Texto 2: AUGÉ, Marc. “Sobremodernidade: do mundo tecnológico de hoje ao desafio essencial do amanhã”. In: MORAES, Dênis de (Org.). Sociedade midiatizada…, p. 99-117.

História: Las Meninas e o espírito moderno.

Poema: Traduzir-se (Ferreira Gullar).

Atividade: Divisão provisória das equipes de trabalho.

Mutação Paranoica

Nesta aula, o prof. Dr. Dimas Künsch leciona tendo como tema o texto do etnólogo francês Marc Augé, intitulado “Sobremodernidade: do mundo tecnológico de hoje ao desafio essencial do amanhã”.

A explanação do assunto é direcionada para uma análise das mudanças atuais: utilização da tecnologia de ponta na ciência aplicada, mundos digital e virtual, rotatividade desenfreada das marcas nacionais e importadas, mídias sociais e encurtamento da distância entre interlocutores planetários.

O professor Künsch aborda o excesso de modernidade que Augé denomina Sobremodernidade. Aparentemente, a sociedade do século XXI tem que conviver com mecanismos cotidianos atrelados ao trabalho, estudo e lazer, que sobrepujam a própria capacidade humana de adaptação e satisfação.

Pode-se perceber a evolução como sinônimo de progresso nos aspectos: pessoal, profissional, espiritual, familiar, econômico e social, mas, por outro lado, deve-se questionar a efemeridade das invenções e acontecimentos. Atualmente, tudo se esvai de forma rápida. Por isso o sociólogo polaco Zygmunt Bauman utiliza a nomenclatura “Modernidade líquida” para definir os tempos hodiernos.

Novos modelos de carro, celular, calçados e roupas são superados quase instantaneamente. As notícias veiculadas tornam-se velhas em segundos, e novas mídias sociais são rapidamente substituídas por outras mais novas e bem aprimoradas.

Como o leitor pode observar, existem pros e contras nas transformações sociais advindas da tecnologia. Acentuando a discussão sobre o excesso de informação, a fusão do real com o virtual e o domínio da humanidade sobre o tempo e o espaço, pretende-se mostrar a contundência da temática em estudo.

O conteúdo em demasia das mensagens midiáticas, incluindo assuntos de menos importância e a repetitividade sem o desdobramento da notícia, de fato desinforma e confunde. É preciso aguçar a percepção para obter uma clara compreensão dos fatos.

Nas mídias sociais: Google, Youtube,Wikipédia, Blog, Facebook, Twitter, Myspace, MSN, Badoo, Meme e Linkedln, milhões de usuários, por diversas razões: necessidade de interação, expressão, saída parcial ou total do anonimato, diversão ou aventuras amorosas, passam informações pessoais ou supostamente particulares, e se projetam interativamente em um perfil que se acredita lhes pertencer. São pessoas reais, que em muitos casos, forjam uma imagem virtual destoante da existente.

Pensando a mídia tradicional e oficial, pode-se notar a identificação dos telespectadores com as personagens dos folhetins televisivos, e o subsequente envolvimento, levando-os a acompanhar assiduamente o enredo, usar as roupas com as quais o elenco se apresenta, e sentir amor e ódio das figuras da trama.

Em se tratando do tempo e espaço

O homem exerce um domínio sobre ambos, com amplitude inédita. Em tempo real é possível se comunicar com pessoas de vários países. Os reflexos dos avanços humanos acima do tempo possibilita a execução de atividades em maior proporção, e em um período cada vez mais curto. Simultaneamente, o internauta se sente um deus ao constatar que tem o mundo nas mãos, pois fala, viaja, vende, compra, reclama e compartilha pela internet.

Diante do cenário apresentado nascem, a princípio, pelo menos três questionamentos inquietantes relacionados ao futuro: como as gerações das décadas e séculos vindouros reagirão ao modelo social estabelecido sobre bases ainda fortes (família, Estado, igreja e mídia oficial), e, na contraparte, bases fracas (relações virtuais, sejam elas amistosas ou amorosas, proliferação das mídias sociais ainda não solidificadas, e fusão da ficção com a realidade)?

Há  a possibilidade de a própria comunidade do século XXI perder a identidade, por conta das aceleradas mudanças, ou ela está se autodefinindoem um perfil que se adequa ao tempo diversificado e capitoso que está se desencadeando? Finalizando a dialética, interroga-se: a mutação individual e coletiva asfixia ou impulsiona a Terra globalizada para a consolidação da interconectividade e ápice existencial da vida?

Deixe um comentário

Ponto de vista epistêmico: explicação vs. compreensão

Por Guilherme Meirelles

Aula 2:

Texto:   “Os Deuses Voltam à Cena: ciberespaço, razão e delírio” – Dimas Kunsch

História: Parábola budista

Filme e debate:  “Mera Coincidência”, com Dustin Hoffmann e Robert De Niro

A razão e o sonho. A ciência se contrapõe à religião? Ou ambas serão complementares na busca pela origem do Universo? Isso é certo? Ou estamos todos equivocados? Afinal, quem tem a resposta? Mas, será que existe uma resposta definitiva que atenda a todos os anseios do Homem e explique os mistérios ainda insolúveis? Um monte de interrogações, muitas dúvidas e a certeza que ao final da leitura ainda há muito a ser descoberto.

Já na segunda aula de “Mídia e Poder”, o aluno tem uma amostra do que o curso irá oferecer nas próximas semanas. Instigante, surpreendente  e escrito em ritmo vertiginoso, o texto “Os Deuses Voltam à Cena: Ciberespaço, Razão e Delírio” , do próprio professor Dimas Künsch,  apresenta alguns dos autores que serão dissecados mais a fundo nas aulas seguintes.

Ali estão, por exemplo, Marc  Augé falando dos não lugares, da sobremodernidade dos nossos tempos. Temos Pierre Lévy taxativamente afirmando já no século passado que “virtual não é sinônimo de irreal”. Há Joseph Campbell e seus heróis e mitos. Retomamos então, aos gregos, lembrados por Marilena Chauí ao explicar a dupla dimensão da linguagem (mythos e logos), Afinal, não foi Heráclito que dizia que “ser e não ser” são complementares? Parece complicado? Não, não não é. É preciso arriscar, se aventurar, não ter medo  de ler. “Viver é perigoso”, diz Guimarães Rosa, outro autor mencionado por Künsch.

Hoje,o mundo é multicultural, multifacetado, conectado  por meio de grandes e pequenas redes. Há espaço para todos nessa cauda longa, garante Chris Anderson. Será? O importante é não se esconder ou temer o novo.

Mas,  é fácil observar o mundo como um todo? Já perceberam que, na maioria das vezes, a nossa análise se prende a meros detalhes e não alcança a essência. Algom como aquela parábola budista, na qual cinco cegos buscam explicar o que é um elefante.  Todos estão corretos.  São várias verdades, mas para ter o todo é preciso reuni-las.

É essa a lição que fica ao final da segunda aula.

Mera Coincidência

Após tanta informação, há tempo para debater o filme “Mera Coincidência (Wag the Dog), de 1997, no qual Dustin Hoffmann interpreta um marqueteiro contratado para salvar o presidente americano de uma enrascada.  A princípio, parece distante do texto, mas o que se nota é que o roteiro vai na linha da tênue fronteira  entre a ficção e realidade, entre jornalismo e publicidade. Tudo a serviço do poder.

Deixe um comentário

Mídia é… Media

Por Cinthya Lanzoni Frateschi 

Aula 1:
Aula introdutória:mídia é…media
Apresentação dos alunos e do curso e entrega do programa.
História: Epicuro, o saber e o prazer.
Atividade: Mídia é…(Marilena Chauí)
Música-metáfora: Pink Floyd, The Wall.

Ideias sobre Epicuro

Epicuro, fundador da escola que tomou o seu nome, nasceu em Atenas, provavelmente, em 341 a.C., do ateniense Néocles, e foi criado em Samos.

A mãe praticava a magia. Cedo dedicou-se à filosofia, sendo iniciado por Nausífanes de Teo no sistema de Demócrito.

Em 306 abriu a sua famosa escola em Atenas, nos jardins da sua vila, que se tornaram centro das reuniões aristocráticas dos seus admiradores, discípulos e amigos.

Expôs a sua doutrina num grande número de escritos, pela maior parte perdidos. Faleceu em 270 a.C. com setenta anos de idade.

O epicurismo teve, desde logo, rápida e vasta difusão no mundo romano, onde encontramos, sobretudo, Tito Lucrécio Caro – I século a.C. – o poeta entusiasta, autor de De rerum natura, que venerava Epicuro como uma divindade.

A escola epicurista durou até o IV século d.C., mas teve escasso desenvolvimento, conforme o desejo do mestre, que queria os discípulos fiéis até a letra do sistema. A originalidade deveria manifestar-se na vida.

Na Divina Comédia, de Dante Alighieri, Epicuro é colocado no Inferno como um Herege. Ele está na 6º Prisão, junto com seus seguidores, na cidade de Dite. A pena dos hereges é serem enterrados em túmulos ardentes e abertos, tendo os membros queimados pela areia quente.

O pensamento: Gnosiologia e Metafísica 

O epicurismo divide a filosofia em lógica, física e ética, todas subordinadas a teoria à prática, a ciência a moral, como garantia ao homem o bem supremo, a serenidade, a paz, a apatia. A filosofia é a arte da vida.

“Libertar o homem dos grandes temores que ele tem a respeito da sua vida, da morte, do além-túmulo, de Deus e fazer com que ele atue de conformidade.” – Epicuro

A gnosiologia (lógica canônica) epicurista crê que todo o nosso conhecimento deriva das sensações, persepções sensíveis que é imediata, intuitiva e evidente.

Moral e Religião 

A moral epicurista é hedionista, o único bem é o prazer, como o único mal é a dor, Epicuro ensina a renúncia aos prazeres positivos espirituais, estéticos e intelectuais, a amizade genial, que representa o ideal supremo na concepção grega de vida.

Epicuro venera os deuses por eles serem o idealestético grego da vida, os deuses proporcionam o bem da elevação, que importa na contemplação do ideal, é preciso venerá-los, desse modo, proclama-se ateu, praticando assim uma religião desinteressada.

Ceticismo e Ecleticismo

Ceticismo é mais coerente dos que as escolas anteriores, com os fins prátricos de uma filosofia da renúncia, da indiferença, do sossego, todavia, não obteve êxito na resolução dos problemas da vida diante da razão. Estoicismo procura realizar a a apatia ainda mediante uma metafísca positiva, mesmo sendo imperfeita e incoerente.

O ceticismo tem uma síntese prática, uma soma de elementos estóicos, acadêmicos e peripatéticos, em ordem cronológica temos – ecletismo estóico, acadêmico e, enfim, peripatético, conforme os elementos de uma/outra escola na síntese parática do ecletismo.

Simulacro e poder: uma análise da mídia

O texto de Marilena Chauí transcorre sobre a análise dos dois efeitos produzidos pelos meios de massa nas mentes humanas, sendo eles a dispersão e a infantilização.

A professora argui em tese que:

– Os programas televisivos e radialísticos são extipulados em blocos entre sete a dez minutos, nunca ultrapassando esse tempo, sendo cada bloco interrompido pelo comerciais, com a finalidade de concentração durante os programas e desconcentração durante os comerciais;

– Com o tempo esse fato torna-se um costume condicionando o cérebro, destruíndo assim a capacidade de abstração intelectual e de exrecício de pensamento;

– Os exemplos citados são:

1 – Atores dizem que sentem a platéia a cada sete minutos ficarem desatentas,

2 – Falta de concentração na leitura de um livro nos adolescentes

Deixe um comentário

Ementa do curso Mídia e Poder

EMENTA

  • Ponto de vista epistêmico da complexidade e da compreensão.
  • Antigas e novas formas de mídia e de poder.
  • A era da informação e da comunicação.
  • Mercado, globalização, consumo e o papel da informação e da comunicação.
  • “Sobremodernidade” (Marc Augè) e “Modernidade líquida” (Zygmunt Bauman).
  • Escola de Frankfurt e a Indústria Cultural.
  • Newsmaking, gatekeeping, agenda setting e espiral do silêncio na era digital.
  • Publicidade.
  • Marcas e corporações.
  • Era da imagem e do espetáculo.
  • Planeta em rede.
  • Novas formas de cidadania e de participação.
  • Comunicação e incomunicação, informação e desinformação.

OBJETIVOS GERAIS

  • Investigar e discutir condições e cenários contemporâneos gerados pelas novas tecnologias de informação e de comunicação, com seus desdobramentos nas áreas da cultura e da sociedade.
  • Explicitar as características principais de um pensamento complexo e compreensivo na abordagem dos fenômenos midiáticos e de poder.
  • Exercício de diferentes linguagens (ciência, filosofia, mito, poesia…) e cultivo de uma atitude inter- e multidisciplinar na aproximação ao objeto de estudo da disciplina.
  • Estudar o tema do poder em sociedades em rede, com acento na mundialização das dinâmicas do mercado e do consumo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Situar o pós-graduando no contexto dessas mudanças, sob os pontos de vista do estudo, da pesquisa e da experiência de vida.
  • Exercitar a pesquisa acadêmica e o trabalho de equipe.
  • Incentivar o pós-graduando a prosseguir com os estudos em nível de mestrado

METODOLOGIA / ESTRATÉGIAS

  • Leituras semanais obrigatórias de textos em preparação às aulas.
  • Aulas expositivas e atividades conjuntas.
  • Equipes de pesquisa e trabalho: são 4 (quatro) equipes, cabendo a cada uma, durante o curso, montar um blog sobre a disciplina, além de apresentar um seminário, de 60 (sessenta) minutos, sobre um filme ou livro específico, abaixo enumerados:

Equipe 1 – Livro: Admirável mundo novo (Aldous Huxley, 1932).

Equipe 2 – Filme: Cidadão Kane (Orson Welles, 1941).

Equipe 3 – Livro: 1984 (George Orwell, 1948).

Equipe 4 – Filme: A montanha dos sete abutres (Billy Wilder, 1951).

  • Blog por equipe de pesquisa: análises, reflexões, comentários, imagens, links interessantes etc., vinculados ao curso. Destaque para o tema do seminário da equipe. Link obrigatório para os demais blogs da classe. Blog será apresentado ao professor e aos colegas no decorrer do curso e avaliado ao final do mesmo (apresentação final do blog no último dia de aula).

Deixe um comentário

Prof. Dr. Dimas Kunsch fala sobre a disciplina Mídia e Poder

A disciplina de Mídia e Poder é composta por 15 aulas de estudo sério, de muita reflexão, análise e debate.
É gente preocupada em compreender este nosso tempo e essa coisa chamada cultura da mídia.
A cultura da mídia, tantas vezes, nos encanta.
A cultura da mídia também nos desafia, às vezes ela nos apavora.
A cultura da mídia, é preciso dizer isso, cobra espírito crítico e tomada de posição.

Aqui se debate e se trabalha o tema da mídia na atualidade e do poder. Temas complexos, diria Edgar Morin. São temas que admitem e pedem um tipo de pensamento aberto, dialógico, para pensá-los.

O que é mídia para você? Como você vê, hoje, a questão do poder?

O pensamento dualista não nos agrada. Nem apocalípticos, nem integrados, para lembrar uma distinção famosa, feita por Umberto Eco. Seremos críticos, muito críticos, mas também compreensivos. O pensamento da compreensão, ou pensamento compreensivo, é o que vê os fenômenos e as ações humanas sob vários pontos de vista, sob vários ângulos – quanto mais, melhor.

Deixe um comentário